Mesmo vivendo em um país de língua portuguesa, é possível aprender a pensar em inglês? A resposta é “sim”, mas não existe fórmula milagrosa. Leva tempo e, consequentemente, paciência e dedicação.
Primeiramente, temos de entender um pouco o funcionamento do cérebro. Ao nascer, ele passa a agir como uma esponja e tudo o que acontece ao nosso redor é percebido pelos sentidos básicos.
Conforme vamos crescendo, o cérebro aprende a raciocinar, pensar, calcular, processar, analisar, decodificar informações e expressar-se, na língua em que foi moldado — ou seja, o português.
Passamos a criar parâmetros de comunicação em nossa língua, que nos permitem automatizar e acelerar o processo de transformação de pensamento em fala. Especialistas dizem que o mecanismo de verbalizar o pensamento acontece em apenas 600 milissegundos.
Quando queremos dizer algo em inglês e não pensamos diretamente no idioma, acontece o seguinte:
O ideal é encurtar esse processo já pensando em inglês:
Temos de aprender a eliminar as etapas de “pensar em português” e “traduzir”. Isso ocorrerá à medida que ampliarmos nosso vocabulário e nossa estruturação gramatical através de muita prática e contato com o inglês. Confira a seguir alguns hábitos para incrementar esse processo:
1. Começar a se organizar, estabelecer metas de número de palavras novas em seu discurso.
2. Ler algo em inglês todos os dias, notícias e artigos em jornais, revistas, portais. Abaixo alguns exemplos de sites:
National Geographic
Economist
Time
BusinessWeek
The New York Times
The Washington Post
The Wall Street Journal
The Guardian
The Times
3. Ouvir inglês todos os dias em programas de rádio, TV, Internet, Netflix etc.
4. Usar dicionário monolíngue o máximo possível, isto é, inglês-inglês.
5. Criar glossários das palavras novas nas atividades 2 e 3. Fazer frases com cada uma delas.
6. Falar inglês sozinho quando estiver no carro ou em casa, por exemplo.
7. Ouvir e repetir diálogos curtos em voz alta.
8. Ouvir músicas em inglês e tentar decorar as letras e cantá-las.
O importante é que essas atividades sejam diárias, trazendo o inglês para o cotidiano e criando novos parâmetros de comunicação no seu cérebro.
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